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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Magno reúne secretariado e mostra dados da equipe de transição

O prefeito Magno Bacelar reuniu secretários, coordenadores e aliados na tarde e noite desta terça-feira (3) no auditório da Faculdade do Baixo Parnaíba para receber os dados coletados pela equipe de transição nos últimos meses.

Com o atraso no início do processo e a dificuldade na obtenção de informações, a equipe só pode concluir o relatório depois da posse da nova administração e a realidade apresentada mostra que são grandes os desafios da nova gestão.

Segundo os estudos preliminares, o índice de gasto com folha de pagamento de funcionários atingiu 10 pontos percentuais acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Enquanto a lei prevê um alerta aos 48,6%, um limite prudencial em 51,3% e um máximo de 54%, o município teria chegado a escandalosos 63,6% da receita corrente líquida do município em ano eleitoral.

A ilegalidade impede Chapadinha de firmar novos convênios com os governos estadual e federal e uma das primeiras ações do governo para reverter este quadro e reequilibrar as contas será o recadastramento dos servidores, seguido de cortes de gratificações e outros adicionais previstos em lei.

Atendendo solicitação do prefeito, o secretário de Administração, Aldy Saraiva Jr, garantiu que a equipe realizará o recadastramento com a maior agilidade possível para que o calendário de pagamento seja definido o quanto antes.

Presente na reunião, o deputado estadual Levi Pontes lembrou as dificuldades que o país todo vive e as medidas duras que o governo do estado teve de tomar e precisarão ser repetidas no município. “Todo mundo sabe o que tem acontecido no Brasil. Os secretários municipais terão que fazer mais com menos recursos ou o município vai quebrar”, defendeu.
Deputado Levi Pontes 
A equipe responsável pela transição da Educação, chefiada pela ex-secretária e professora Jesus Lima, mostrou os motivos das avaliações educacionais de Chapadinha terem caído tanto nos últimos anos. O abandono nas escolas da zona rural teve como exemplo maior a queda do teto da escola do povoado Baturité, que exigirá pronta solução, mas não é só a estrutura física que está comprometida. Cerca de 90% dos professores concursados da área foram trazidos para a zona urbana e substituídos por contratados, muitos sem a formação necessária para a função. A reorganização do setor será uma das prioridades para não haver atraso do calendário escolar.

Mas foi o relato do coordenador da transição da Saúde, Ely Monteiro, que gerou maior revolta entre os presentes. Ely abriu dizendo que a saúde “está na UTI”. O Hospital Antônio Pontes de Aguiar sem medicamentos e as ambulâncias sucateadas colocam em risco a vida de todos os habitantes. A redução do número de hospitais custou o preço mais caro de todos. Segundo os dados oficiais, foram 200 mortes infantis nos últimos quatro anos, período em que o setor materno infantil foi colocado no mesmo local que atende todos os outros doentes e acidentados. “Isto é caso de polícia!”, exclamou o prefeito. 
Mozart JR. Secretário de Saúde, e Dr. Eli Adjunto.
A reorganização da administração será um desafio que exigirá de todos unidade e responsabilidade para tomar as decisões que precisam ser tomadas, mesmo as que não sejam compreendidas no primeiro momento.


Fonte: (SECOM)

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