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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Aterro sanitário de Chapadinha está condenado, afirma Professor da UFMA

Entre os problemas que Magno Bacelar terá que enfrentar a partir do 1º de janeiro ao assumir a prefeitura de Chapadinha está o sistema de descarte de resíduos sólidos (aterro sanitário) do município.

O aterro sanitário que é uma área licenciada por órgãos ambientais, destinadas a receber os resíduos sólidos urbanos, basicamente lixo domiciliar, de forma planejada, onde o lixo é compactado e coberto por terra, formando diversas camadas. Em Chapadinha, o aterro é usado de forma incorreta e está abandonada pela atual gestão.


Em recente visita feita pelo vereador Eduardo Sá e o professor da Universidade Federal do Maranhão, Telmo José Mendes, graduado em engenharia civil, mestre em geociências e doutor em ciência do solo, contataram durante a visita uma série de irregularidade e descaso com o local que deveria estar funcionando de forma correta, sem prejudicar o meio ambiente. 

A decomposição do lixo produz metano, gás carbônico e outros gases poluentes que intensificam o aquecimento global além  do chorume, líquido altamente contaminante. O aterro sanitário reduz a poluição, colabora para a redução da emissão de gases de efeito estufa, evita odores desagradáveis, gera energia e pode ser uma fonte de receita por meio de créditos de carbono.
Em visita ao aterro sanitário, também se constatou junto a um funcionário que trabalha na seleção de resíduos sólidos, exclusivamente ao blog Alexandre Cunha, que uma prensa que seria usada na compactação dos mesmos foi retirada por funcionários da prefeitura municipal e não foi restituída ao local. Ninguém sabe qual destino levou o equipamento público.
Veja no vídeo a entrevista do Professor Telmo José Mendes, Doutor em Ciência do Solo, que segundo ele, o terro sanitário de Chapadinha funciona como um lixão e está condenado, devendo ser desativado com a construção de um novo aterro, obedecendo todas as técnicas modernas, com novas técnicas de isolamentos de células junto com uma coleta seletiva adequada. Veja toda entrevista no vídeo.      

Como funciona um aterro sanitário.


Um aterro sanitário adequado aos padrões de mecanismo de desenvolvimento limpo obedece ao seguinte processo:

1 – O solo é compactado para dar firmeza ao aterro que receberá uma camada de polietileno de alta densidade, por baixo e pelos lados, que impede o contato entre os detritos e o subsolo e por cima quando ele estiver cheio.
2 – Na base, as camadas de geotêxtil (tela de tecido com betume, semipermeável), brita e areia, permitem a drenagem do chorume.
3 – O lixo é depositado em camadas no aterro sanitário, periodicamente intercaladas por camadas de terra.
4 – Os gases produzidos pela decomposição do lixo são captados e levados por dutos a uma usina geradora de energia
5 – Na usina, os gases entram em combustão e movem geradores, que produzem energia elétrica. Não há emissão de metano e pouca de dióxido de carbono.
6 – O chorume (líquido que escorre do lixo) vai para tratamento. Separada a água, os resíduos sólidos voltam para o aterro sanitário.
Desvantagens do aterro sanitário.
O aterro sanitário recebe severas críticas porque não têm como objetivo o tratamento ou reciclagem dos materiais presentes no lixo urbano. Os aterros funcionam como armazenamento do lixo no solo, ocupando espaços cada vez mais escassos, porém são uma saída para o descarte disciplinado dos resíduos sólidos.
Lixão
São locais onde o lixo é depositado a céu aberto provocando graves impactos ambientais. O lixão é uma série ameaça tanto para o meio ambiente quanto para a sociedade. Os principais problemas  gerados pelo lixo são a poluição do solo e das águas, o acúmulo de material não degradável ou tóxico e a proliferação de insetos (baratas e moscas) e ratos que podem transmitir várias doenças, tais como a peste bubônica, dengue etc.
A decomposição bacteriana da matéria orgânica, a parte biodegradável do lixo, além de gerar um mau cheiro típico, produz um caldo escuro e ácido denominado chorume, o qual, nos grandes lixões, infiltra no solo, contaminando o lençol freático.
Compostagem
Compostagem é um processo biológico em que os micro-organismos transformam materiais orgânicos em adubo composto, reduzindo assim a quantidade de lixo jogado na natureza.
A compostagem pode ser feita de resíduos vegetais como cascas e talos de vegetais, casca de ovo, folhas, aparas de grama, resto de comida, papel, estrume de animais vegetarianos etc. que são colocados para decomposição, e por processos bioquímicos, realizados por micro-organismos, que utilizam esses resíduos como fonte de energia, ocorre a degradação desse material.

Na compostagem o lixo é colocado em camadas, alternadas primeiro por terra e depois pelo material orgânico. O húmus é uma ótima alternativa para a compostagem, como fonte de micro-organismos, como também as minhocas. Dentro de três meses aproximadamente, depois de revirado diversas vezes, o adubo estará pronto para uso.










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